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Editorial – Queremos um Jockey forte para orgulho dos paulistanos

EDITORIAL – QUEREMOS UM JOCKEY FORTE

PARA ORGULHO DOS PAULISTANOS

Não corro o risco de errar ao afirmar que as centenárias corridas de cavalo são o mais belo esporte praticado pelos homens. Nenhuma outra modalidade reúne competição acirrada e plasticidade de forma tão avassaladora. Tudo dentro do imponente hipódromo, o mais suntuoso dos palcos, que impinge a natureza em plena selva de concreto da metrópole.

A relação fraternal entre o homem e o cavalo perdura desde o mais remoto registro histórico. Tal ligação foi vital para o desenvolvimento da humanidade, cujo instinto desbravador ganhou força através da locomoção permitida pelos equinos. Mesmo nas guerras - cruciais para escrever vários capítulos da nossa construção como sociedade - os cavalos tiveram participação decisiva.

Na atualidade, nenhum outro local é tão representativo para a celebração desse relacionamento do que o hipódromo, que, com suas corridas, une homens e cavalos no ápice de suas performances atléticas. Quem assistiu ao épico filme Secretariat sabe compreender a força da paixão e a umbilical atração entre ambos.

Ter um hipódromo pujante é primordial sob o aspecto turístico para uma cidade como São Paulo, que recebeu cerca de 11 milhões de visitantes apenas no último ano. Tal fato será ainda mais representativo nos próximos anos, com a realização da Copa do Mundo e demais grandes eventos relacionados. Basta observar que as corridas de cavalos são tradicionais em vários pontos do planeta.

A importância de um hipódromo paulistano forte se dá, também, no que diz respeito à própria atração de grandes eventos musicais e culturais. Por seu tamanho e localização estratégica o hipódromo tende a se estabelecer como principal palco de grandes festivais musicais. O Lollapalooza é apenas o início dessa tendência, que trará ainda mais divisas para a cidade.

Tudo isso foi colocado para alertar sobre a importância do engajamento das autoridades no processo de recuperação plena do Jockey Club de São Paulo. Um grande aceno para essa nova fase partiu do próprio clube, ao conseguir sair da condição de maior devedor histórico da Prefeitura, após iniciar negociação da sua dívida de IPTU. Mas queremos ir além. Nossa meta é quitar todas as dívidas e se tornar o único Jockey Clube brasileiro sem passivo fiscal.

Para tanto não queremos nenhum privilégio ou favor. Queremos somente isonomia e equidade de tratamento com relação ao que se pratica atualmente para todos os demais clubes paulistanos e mesmo para congêneres de outras cidades. Tome-se como exemplo o Jockey Club do Rio de Janeiro, que não recolhe IPTU sobre a maior parte da sua área.

O que buscamos é encontrar um bom termo, que atinja um valor justo para o pagamento do IPTU futuro, bem distante dos atuais R$ 7,5 milhões anuais, que inviabilizam qualquer projeto de reestruturação exequível. As autoridades precisam levar em conta a vital importância do Jockey como instrumento social, de entretenimento e de inestimável potencial turístico para São Paulo.

A cidade de São Paulo possui, hoje, mais de 50 Shopping Centers, quase 100 parques públicos, pelo menos 5 grandes estádios de futebol, diversos teatros, salas de cinema, casas de shows e espetáculos, organiza corridas internacionais de automóveis, e, em contrapartida, possui apenas 1 hipódromo. O contraste desses números explicita a importância da nossa missão. Todas as maiores cidades do Mundo possuem grandes hipódromos. São Paulo, tão importante na nova ordem mundial, não pode ser diferente.

Eduardo da Rocha Azevedo

Presidente JCSP

(extraído do Site Oficial do Jockey Club de São Paulo – www.jockeysp.com.br)

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